Porque fazer uma oferenda?

por Prof. Pai Ronie de Ogum Onire Adiokô
Ilê Ogum Adiokô e Oya Tofã

 

Fazer uma oferenda para um Orixá antes de mais nada é um ato de amor, pois uma oferenda, que neste contexto podemos chamar de axé, deve ser preparada com carinho, respeito e dedicação.

Carinho pois estaremos servindo o Orixá, uma energia pura e sagrada que deve ser tratada com o mais sincero respeito.

Fazer um axé é dizer para o Orixá que estamos precisando de sua ajuda, que necessitamos de seu carinho, de seu abraço, da mesma maneira que um filho pede alimento para sua mãe.

O Orixá não precisa de axé, o axé é servido para nós, para restituir uma energia que está nos faltando.

Se fazemos um axé para Oxum, estamos lhe dizendo:

- Mãe, estou precisando de seu manto sobre nós, de seu carinho, de sua ajuda a sua paz e harmonia.

Na Nação dos Orixás, aprendemos que Orixá é amor, é justiça, por isso quem diz que é do axé e trapaça, e rouba e mente, se distancia da verdade divina, se distância do axé, se afasta do Orixá. Para o Orixá não importa se um axé está simples ou sofisticado, se é grande ou pequeno, se custou muito ou pouco dinheiro. O que o Orixá deseja é dedicação, é carinho.

Um axé não é mais forte por ser maior, mas com certeza terá mais força se quem faz tem mais dedicação, se está mais puro quando faz.

Uma oferenda inicia na hora em que compramos o alimento, ferramentas ... para servir, e termina quando o axé é restituído a natureza., que na concepção yoruba, é sagrada, e por isso, tudo que vem da terra é sagrado, desta maneira após o Orixá ser servido com as oferendas, estas devem (se possível) plantada no terreiro, a fim de restituir a terra o que foi tirado.

A terra é sagrada porque para os yorubas o sagrado está na terra, local onde vivem os espíritos, local onde a energia é restituída. Tudo vem do aye e retorna ao aye.

Ao se plantar uma oferenda, se planta o axé, se fortifica o axé do terreiro, o tornando mais sagrado, estreitando a ligação entre o sagrado e o profano.

 

 

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REFERÊNCIA

SANTOS, Juana Elbein dos. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsèsè e o culto Égun na Bahia; traduzido pela Universidade Federal da Bahia. 13 ed. Petrópolis, Vozes, 2008.

 

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 * Texto escrito por Pai Ronie de Ogum , não autorizada a publicação em outros meios. Publicado em 05/07/2012

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