Prof. Pai Ronie de Ogum Onire Adiokô
Babalorixá no Ilê Orixá Ogum Adioko e Oya Tofã, Licenciado em Matemática pela Uniasselvi (2013), Graduando em Química pela Ulbra, Pós-Graduando em Especialização Matemática para Professores pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG

 

Por que fazer ecós?

 

Dentro dos cultos afro, especialmente nos rituais de Batuque do Rio Grande do Sul, é comum as casas de religião como são conhecidas pelas comunidades de terreiro, utilizar ecós como forma de proteção de suas casas.

Os ecós tem por finalidade principal afastar energias negativas e atrair bons fluídos para a casa, criando um ambiente mais calmo, tranquilo e próspero, para todos aqueles que frequentam o terreiro.

Em cada Nação existem variações dos tipos de ecós realizados, a forma de feitura e quais serão realizados, no entanto todas as Nações em sua essência possuem a mesma finalidade.

Aqui no Ilê Orixá são trocados semanalmente os ecós para os Orixás Bará (Lanã e Lodê), Xangô, Ossanha e Oxum.

De acordo com a ocasião são servidos outros tipos de ecós, como por exemplo o ecó de axorô (servido quando é realizado corte de aves ou de 4 pé).

O local que será despachado cada ecó depende de sua finalidade de feitura, e o Orixá para o qual foi feito. Em datas de Batuque, os ecós de Bará e Oxum são retirados após os axés de Xapanã, e despachados respectivamente no cruzeiro e dentro do espaço do terreiro.

Em geral os ecós para os Orixás de água (Oxum, Iemanja e Oxalá) são despachados dentro do pátio, quando possível nos fundos e os demais na frente do pátio ou na rua. Os ecós de bará sempre são despachados na rua, para movimentar a casa (filhos e clientes do axé), e devem serem trocados todas as semanas, sempre em dias secos. Quando chover é necessário que o ecó de Bará seja trocado na data seguinte.

Algumas pessoas pouco esclarecidas trocam o Bará com qualquer tempo (inclusive com chuva), e pedem para seus filhos "não colocarem no barro, e sim ao lado", orá o Bará é um Orixá do seco. Trocar seu ecó ou seus axés com com chuva, mesmo de guarda-chuva, é no mínimo uma falta de respeito, com o Orixá, e essencialmente com a religião.

Em fim, os ecós são uma forma de trazer harmonia, tranquilidade, paz e justiça. É uma maneira que temo de consagrar um local para o Orixá, é dizer a eles que aquele local está limpoe pronto para recebê-lo.

 

 
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* Texto escrito por Pai Ronie de Ogum , não autorizada a publicação em outros meios. Publicado em 04/07/2012 - Atualizado em 10/06/2013 Revisão em 18/09/2013

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